Ao zapear entre um canal e outro em pleno domingão, me deparei com a entrevista com o Soldado Ethan McCord. Foi comovente, alí vi um ser humano vivendo uma de suas maiores virtudes, a da reconstrução.
O que me motivou a fazer um post sobre isso, foi a carta que esse soldado fez ao país oprimido por sua pátria e também por suas armas. Nessa carta ao contrário dos políticos, ele se coloca como alguém que não tem medo de manchar sua reputação e reconhece seu crime contra a humaninade, como quem deseja lutar pelo recomeço, mesmo sabendo que os danos que causou são irreversíveis. Mesmo com fantasmas até a sua morte, como ele cita, aqui vejo mais um ser humano lutanto pela sua liberdade interior e pela oportunidade de se reconciliar consigo mesmo. Entendo que sua maior decepção é ter ferido os valores nos quais se baseia hoje para sobreviver acima de suas culpas. Mesmo que todas as famílias das vítimas aceitem suas desculpas nada fará com que os tempos voltem, e ele sabe disso.
Nesse post gostaria apenas de destacar pontos critícos, sem colocar minha visão de fé, mas não tenho como fugir, o que esse soldado busca não está na família oprimida e nem mesmo na comoção de sua pátria, sei que ele lutará pelo resto da vida e acredito que é uma linda forma de evitar novas alienações sobre os interesses políticos, mas sei que essa liberdade está em outro lugar e não depende de suas tão calejadas mãos.
Ver essa entrevista me fez lembrar de muitas coisas que já vi mas vale destacar: O mito da caverna de Platão, Muito além do cidadão Kane, e por fim os questionamentos que o Filme Tropa de Elite 2 levantou.
Em todas essas coisas um fator é dominante, a Alienção. Parte do título da reportagem me chamou a atenção “Em tempos medíocres, a Grande Marcha dos Indiferentes avança”.
A pergunta que fiz a “Globo News” ao ver essa entrevista é: Para onde você quer me levar com essa matéria? Acredito na busca pela verdade do Jornalista e muito na intenção de um soldado que tenta se redimir de suas culpas que ao meu ver já foram perdoadas. Mas até que ponto isso não faz parte de um jogo de interesses?
Ainda me incomoda o fato da bendita alienação ser uma das estratégias que mais rendem votos nesse país, no outro e no outro, ou você acha que todos que partem para uma guerra não “aprendem” a dar sentido a sua morte e principalmente nas que causam?
Fui sensacionalista nesse último parágrafo, afinal, não faz parte da minha realidade esse cenário. Eu só usei dos mesmos recursos que todo meio de comunicação de massa usa; O espetáculo, mas o que eu realmente gostaria com tudo isso é que você fizesse mais uso de suas oportunidades do saber. Estamos na era da informação.Aproveite!
Ou vai deixar que eles continuem decidindo por você?